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terça-feira, 7 de dezembro de 2010


Minha triste imperfeição

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Foi buscando acertar que às vezes eu errei, mas quem pode acusar sem tentar compreender? Quando saio sem regar violetas que plantei a sede que causei me afogará. Sem pressa sei que posso alcançar, digam o que quiserem só uma coisa importa: verdadeiro é meu amor, o sentimento foi real, quando eu te entreguei tudo aquilo que há em mim. Pode até não parecer se o mal que há em mim faz doer o seu coração, minha triste imperfeição ...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Seguir em frente,

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depois de se decepcionar é difícil na prática. É como um tratamento de alguma doença, de algum vício, como o alcoolismo. É cheio de altos e baixos, e vão ser raras as vezes que você não vai querer jogar tudo fora e virar uma garrafa de vodka. Eu não sei bem como superar, pois é um processo longo, no qual devemos aprender a reconstruir e recomeçar. Você pode fazer o que quiser, mas nunca sairá completamente inteira.
texto de Raah Bortolotti

O escritor

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não escreve o que ouve, nem o que houve. O verdadeiro escritor escreve o que sente.

Coisas emocionantes nem sempre me emocionam...

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Derramo toddy na roupa e às vezes falo alto. Já me arrependi de ter feito coisas e de não ter me arriscado, então aprendi que o tempo não é algo que se possa voltar atrás. Tenho dias de cão, e os dias de princesa são raros. Não tenho paciência comigo mesma, imagine com os outros. Às vezes falo palavrões, solto exclamações absurdas e invento palavras novas. Sou presa e predador, sou caça e caçadora, sou os dois lado da mesma moeda, sou o anjo e o diabo, sou o sim e o não, tão previsível e às vezes tão imprevisível. Arrisco-me a voar, mas na maioria das vezes não saio do chão. Por medo, por indecisão. Tenho a sensação de carregar o mundo nas costas e gostaria de partir por este planeta apenas com uma mochila nas costas. Sou aquela que questiona, aquela que não tem todas as respostas. Sou meio Shakespeare, meio Einstein, meio Cora Coralina e meio Xena. Uma mistura de tudo e todos. Cara e coroa. Água e vinho. O hoje e o amanhã. O amor e o ódio.

Quem é você ?

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Todos perguntam: "Quem é você?", mas isso nunca fez muito sentido para mim. Por que, afinal, quem sou? Eles esperam uma resposta do estilo, "sou Maria Fulana de Tal", mas eu não, porque sei que na verdade, sou mais que um nome. Sou aquela que chora, aquela que ri, aquela que debocha. Para falar a verdade, sou aquela que dorme esparramada e acorda com dores nas costas, sou aquela que raspa o que restou do brigadeiro na panela, sou aquela que desenha no verso da prova e que rabisca as carteiras do colégio. Sou aquela que já sonhou em escalar o Himalaia, sou aquela que assiste as propagandas políticas e revira os olhos; sou aquela que quando entediada, rói as unhas; sou aquela que come quando está ansiosa e depois se arrepende... Quem sou senão aquela cujo coração gela quando ele entra no MSN ? Quem sou eu senão aquela cujo coração grita de ciúmes? Quem sou eu senão aquela cuja timidez é tanta para que alguma atitude seja tomada? Sou aquela que parte e aquela que fica, aquela que vai e aquela que vem, sou aquela que ouve Rock 'n Roll e funk, aquela que briga, grita e esperneia. Sou aquela com quem você já perdeu a paciência um zilhão de vezes; sou aquela que já perdeu a paciência com você um trilhão de vezes; sou aquela que é ruim em matemática, boa em redação e razoável em física. Sou aquela que procura uma aventura, mas que às vezes desanima-se com o tanto de obstáculos que encontra. Sou aquela cuja paciência está quase abaixo do limite. Sou aquela que já quis chorar, e, que quando tentou segurar o choro, a sensação foi como se tivesse levado um soco no estômago — é péssimo. Sou também aquela que cantarola as músicas de abertura das novelas; aquela que decora as canções das propagandas; aquela que tem vontade de começar a dançar no meio da sala de aula; aquela que tem vontade de enforcar o vizinho barulhento; aquela que tem preguiça de acordar de manhãzinha para caminhar ou de fazer academia, porque cansa. Quem sou senão aquela que põe um quilo de toddy no leite e mais duas toneladas de açúcar? Sou aquela que sonha e desanima ao pensar que seu sonho é absurdo demais para que se concretize, sou aquela que chora litros e depois decide dar a volta por cima — nem sempre consegue, mas um dia conseguirá —, sou aquela que sonha com uma entrada triunfal. Diante de tudo que sou, quem mais posso ser senão uma pessoa tão igual e tão diferente?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Mudança ?

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É complicado. Quando eu penso que tudo vai mudar, na verdade eu continuo a mesma pessoa. Mudo por algumas horas, ou alguns dias, mas acabo lembrando de tudo entre nós e bate aquela saudade. E acaba trazendo todos aqueles sentimentos de novo, toda aquela angustia de não ter você aqui comigo. Eu acho que no fundo, bem no fundo, eu vivo sob a ilusão de que um dia você vai voltar, quando na verdade eu sei que não. Então mudança ? Acho que não é a palavra certa. Evolução seria o termo correto.Eu evoluo a cada dia sem você do meu lado. Eu fico mais forte, eu resisto mais a dor, eu consigo até mesmo esconder de todo mundo, que mesmo depois de todo esse tempo eu ainda te guardo aqui dentro de mim. Te guardo de uma maneira que só eu conheço. Mas eu evoluo mais, quando eu vejo que na verdade , eu consigo sem você.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


Eu queria poder arrancar ...

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O romantismo de dentro de mim. Queria que meus anticorpos se tocassem e partissem para o combate contra todo esse blá blá blá de amor. Cansei de esperar a declaração de alguém como nos filmes e livros,
ninguém está esperando pra me dizer que me amou a vida toda. Cansei de me apaixonar por olhos piedosos, de viver a espera de alguém que talvez nem exista, cansei!